Quando foi anunciado como sede da
Copa do Mundo de 2014, o misto de sonhos, alegria e perspectivas ficou evidente
no semblante de cada brasileiro. A princípio, as ideias de modernização e
crescimento deixaram todos otimistas com a esperança de que, além do hexa
campeonato mundial, o legado deixado pela Copa fosse muito depois das quatro
linhas do gramado e dos entornos belíssimos das arenas multiuso edificadas nas
12 cidades-sede.
Mesmo sem ela ter acabado, o que se pode
ver é que nosso país pode, sem sombra de dúvida, sediar qualquer evento
mundial. A medida os jogos foram acontecendo, o brasileiro, num modo geral, se
viu dentro do mundial, envolvido pela mística, povos, classes, etnias e amor a
suas seleções. O Hino Nacional, símbolo e tesouro maior de quaisquer nação,
entoado a capela, deu vida aos gigantes de concreto e todos num só ritmo deram
cor, forma e números ao que, por muitos, é denominada como: Copa das copas.
Mas infelizmente nem tudo é esse mar de
rosas que, aparentemente, demonstra a nação. Enquanto o país sucumbe em problemas
sócias, essa edição da copa do Mundo foi a mais cara da história. Talvez esse
contraste de situações, deve ser o que deixa tão chateado os
habitantes/torcedores brasileiros. Entretanto, deixando de lado as questões
políticas, voltemos a falar da Copa das copas.
A seleção brasileira, detentora de cinco
títulos mundiais, caiu hoje perante a fortíssima seleção alemã. O palco da
partida foi o reformulado e lindo estádio do Mineirão em Belo Horizonte,
capital mineira. Um humilhante e sonoro 7 x 1 para eles tirou do páreo nossa
seleção que disputará o terceiro lugar em Brasília, no sábado. Até agora à ficha
não caiu e nem a fatídica derrota no eterno “Maracanaço”, em 1950, deixou
frustração maior que essa. Mais uma vez ficamos pelo caminho jogando em nosso
território, mas a forma que aconteceu deixa dúvidas que nem futuros sessenta e
quatro anos terão respostas.
