Ainda ontem durante a abertura dos
JEAL2014, a alegria de uma turminha chamou a atenção de muitos. Os atletas da Associação
Pestalozzi de Maceió, manda para esta edição dos jogos, uma equipe paralímpica
de Bocha. Com uma média de idade ainda baixa, ele ainda têm muita lenha para
queimar, elevando o nome de Alagoas para o mais alto patamar e enchendo-nos de
orgulho.
A professora e técnica da equipe, Sthefany
Nascimento Adalto, em entrevista, relata as principais questões envolvendo seus
atletas. De início, foi perguntado qual é a maior dificuldade em ser técnica de
uma equipe paralímpica. Em resposta, confessou que o “maior problema” era a
parte motora. O grau de paralisia de cada um, interfere no desempenho dos
mesmos, mas a entrega compensa e em muitas vezes, o resultado é satisfatório. Em
seguida, quando questionada em relação a troca de informações para uma vida
melhor, ela foi incisiva ao falar que quer passar para eles os maiores e
melhores valores exigidos pela sociedade. Antes de tudo, formá-los grandes
cidadãos.
Outra entrevistada foi a Nataly Ribeiro,
atleta paralímpica de doze anos. Ela nos confessou que uma amiga a levou para
participar e depois disso, nunca mais saiu de lá. Sendo o esporte que ela mais
gosta, o despertar de sentimentos bons, faz com que Nataly não queria praticar
outro, senão a bocha: eu sinto muito orgulho e alegria, completou.
A palavra que resume isso tudo não pode
ser outra senão sensacional! O despertar de sentimentos e conhecimentos não
está primado e ninguém e sim, é possível, basta querer.
Não sabe o que é bocha? A gente explica!
O jogo de bocha é um jogo
competitivo que pode ser jogado individualmente, em duplas ou em equipes e
todos os eventos podem ser mistos – homens e mulheres competem juntos e
igualmente. A sua finalidade principal é a mesma do bocha convencional; ou
seja, encostar o maior número de bolas na bola branca alvo, também denominada Jack.
São utilizadas 13 bolas: 6 azuis, 6 vermelhas
e 1 branca, confeccionadas com fibra sintética expandida e superfície externa
de couro. Seu tamanho é menor que o de bocha convencional e o peso é de,
aproximadamente, 280 gramas. O árbitro utiliza para sinalizar ao jogador, no
início de um lançamento ou jogada, um indicador de cor vermelho/azul, similar a
uma raquete de tênis de mesa. Para medir a distância das bolas coloridas da
bola alvo, é utilizada uma trena ou com compasso.
A habilidade
e a inteligência tornam-se fundamentais no desenvolvimento das jogadas,
assistindo-se muitas vezes a um verdadeiro espetáculo de alternância da
vantagem, pela aplicação de técnicas e táticas adequadas e desenvolvidas a cada
circunstância.
No Brasil, o
jogo de bocha ficou conhecido a partir de 1995, quando dois atletas
participaram dos Jogos Parapanamericanos de Mar Del Plata, consagrando-se
campeões na modalidade. Em junho de 1996, dando prosseguimento ao Programa de
Fomento Esportivo, a Associação Nacional de Deporto para Deficientes – ANDE,
lançou o Projeto “Boccia Para Portadores de Paralisia Cerebral Severa”, em
Curitiba, onde se fizeram representar cinco estados: Paraná, com duas
entidades; Rio de Janeiro, com cinco entidades e Mato Grosso do Sul, Minas
Gerais e São Paulo com uma entidade cada.
Para os
competidores de elite, que participam de Campeonatos Internacionais, as
competições obedecem a um ciclo de quatro anos. A cada ano é realizado um
grande evento internacional, acontecendo em um ano o Campeonato da Europa e o Parapanamericano,
seguidos do Campeonato Mundial, Campeonato da Copa do Mundo e por último dos
Jogos Paralímpicos. As regras do jogo de bocha são determinadas pela CP-ISRA e
são revisadas a cada quatro anos, normalmente logo após as Paralimpíadas.
Classes:
A competição é dividida em quatro classes de atletas, segundo suas necessidades especiais.
- Classe BC1 ficam os atletas que precisam de auxílio para posicionar suas cadeiras de rodas e também é permitido a função de entregar a bola para o jogador.
- Classe BC2 estão os atletas que podem movimentar suas cadeiras sem auxílio.
- Classe BC3 ficam os atletas com lesões graves, que precisam de equipamentos ou assistentes para se locomoverem.
- Classe BC4 estão atletas com lesões graves, mas que não precisam de assistência.
Categoria:
- Individual BC1.
- Individual BC2.
- Individual BC3.
- Individual BC4.
- Pares BC3 – Somente jogadores pertencentes à classe BC3.
- Pares BC4 – Somente jogadores pertencentes à classe BC4.
- Equipe – Somente jogadores pertencentes às classes BC1 e BC2.