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Em volta pra casa, o empate não foi um bom negócio...

       Nem mesmo a chuva, que castiga desde cedo a capital alagoana, privou os torcedores alvirrubros da ida ao Estádio Rei Pelé. Mas nem mesmo ela - a chuva- danificou o palco verde da partida. CRB x Salgueiro - PE, foi à partida que protagonizou a volta da equipe regatiana ao lugar que por tantas vezes a consagrou. Até mesmo pedido de casamento  houve na partida que,  para um casal, já entrou para à historia.
     No primeiro tempo, as equipes alternaram-se, inicialmente, nas melhores chances do jogo. Ao começar pelo anfitrião do evento: o CRB. Logo em seguida, a equipe pernambucana teve suas chances, poucas, bem verdade, mas que levavam perigo ao goleiro do Galo. Mas nada que assustasse muito a torcida alvirrubra que com sua festa, já esperada, embalou o time da casa a encerrar um bom primeiro tempo, entretanto, sem gols.  
       As emoções da partida ficariam para o segundo tempo, onde quatro gols saíram, mas a igualdade no placar, para muitos, foi um péssimo resultado. Quem abriu o marcador foi a equipe praiana com Diego Rosa.  Após o corte da defesa, pegou a sobra, bateu e marcou o que foi o primeiro gol do CRB. Marcus Vinicius, zagueiro regatiano, marcou contra, depois do cruzamento da direita, ela bateu em sua perna direita e morreu no fundo do próprio patrimônio. Estava ali, decretado, o empate no jogo.
       Mas as emoções não ficaram por aí, e na sequência da boa trama de passes entre Paulo Sergio e Éder,  o lateral direito do time praiano acerta um lindo passe pela direita e Jéferson Maranhão, atleta alvirrubro, de cabeça, marca mais um para os donos da casa e coloca novamente o CRB na frente. E no finzinho da partida, depois de uma sequência de falhas na meta do Galo, um chute despretensioso do atleta do Carcará de Pernambuco, morreu no fundo das redes, após contar com um desvio que, literalmente, matou o Júlio César. Dando números finais à partida.
       Deve-se ressaltar também às defesas dos dois goleiros. Luciano, goleiro do Salgueiro, fez belíssimas defesas. A mais impressionante foi à do chute de Éder, meio-campista do CRB, lembrando uma defesa de Futsal, com o biquinho da chuteira. Outra, foi a do Júlio César que pegou uma cabeçada à queima-roupa  feita pelo Centroavante dos visitantes. 
        O Galo, ocupa à segunda posição de seu grupo, atrás apenas do Fortaleza. E o sentimento que fica na torcida é frustração, por causa parte dos alagoanos. O dia em que tudo estava dando certo, sucumbi em dois lances, e os gritos de " Ô, vamos subir, Galo" poderiam ter carregado o CRB a mais uma vitória, todavia, o empate foi o que restou e a luta continua rumo ao tão esperado acesso.  

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