O dia 25 de Outubro, mais uma vez, entrou
para à história do futebol de Alagoas. Há 44 anos, o Rei do futebol e maior
atleta de todos os tempos: Edson Arantes do Nascimento, vulgo Pelé, cortava a
fita simbólica e inaugurava uma das maiores obras do estado de Alagoas: o
Estádio Rei Pelé. No decorrer dos anos, o místico, eterno e popular Trapichão,
não morreu, mas sofreu com adversidades.
Aquele que um dia chegou a ser um dos principais templos do mais popular
esporte do Mundo, completa hoje idade nova e, ao contrário do que muitos
pensam, nosso "grandão" ainda resiste ao tempo e continua sendo nossa
segunda casa. Ainda neste dia especial, CRB e Madureira-RJ, duelaram pelo jogo
de volta dos confrontos de quartas-de-final da série C de 2014. O time alagoano
venceu pelo placar de 2 x 0 e está de volta a elite do Brasileirão.
Em um dia festivo, o torcedor do CRB
captou o espírito e superlotou as dependências do Trapichão e, segundo
anunciado no estádio, mais de 17 mil alvirrubros participaram da festa do
Acesso. Não apenas de corpo, todavia com à alma, o coração. O show pirotécnico,
o mosaico, os sinalizadores nos aparelhos celulares, a vibração. Tudo levava a
crer que seria um jogo inesquecível, e foi. Saindo das arquibancadas e
adentrando no gramado, o Galo apresentou um sistema de jogo consistente e
cadenciado, onde esperar e contra-atacar eram as ordens e os passos a serem
seguidos. Na mesma proporção em que atacava, o Madureira, time carioca, deixava
muitos espaços no meio e tentavam não cometer muitas faltas, entretanto na tentativa de proteger sua meta, era
inevitável. E aos 27 minutos, em uma dessas faltas, Paulo Sérgio, o incansável
Lateral-direito regatiano, alça na área,
Magrão ajeita e, de cabeça, Daniel Marques, terceiro zagueiro, marca o primeiro
gol do time alagoano. O tricolor suburbano arrisca uma reação, e algumas bolas
levam perigo. Aos 45 minutos, por exemplo, o também zagueiro Aislan, acerta o
travessão de Júlio César, com uma cabeçada despretensiosa.
O segundo tempo tem seu início da mesma
forma que terminou o primeiro: O Madureira pressionando os mandantes. Uma
pressão falsa, bem verdade. Porque apesar da maior posse de bola, as jogadas de
perigo eram do alvirrubro. O técnico tricolor optou por abrir o time no
decorrer desse tempo, na busca incessante pelo resultado necessitado, mas não
adiantou. Muito pelo contrário, isso ajudou bastante os velocistas do time da
casa que tiveram mais liberdade. Também tendo seu começo nos pés de Paulo
Sérgio, o segundo gol, assinalado pelo "artilheiro dos gols bonitos"
foi mais uma jogada de oportunismo. No vacilo da defesa, o meia Clebinho pegou
o rebote e marcou o gol que sacramentou a volta de um clube alagoano na Série
B.
Agora o CRB tem pela frente mais um
carioca. Desta vez é a equipe do Macaé. Quem passar desde confronto, terá pela
frente o Paysandu ou o Mogi Mirim na grande final da série C. No aniversário do
grandão, o gigante fez a festa e os convidados, trajavam vermelho.