Doze
de Julho de dois mil e quatorze, dia do fim da participação do selecionado
brasileiro na Copa do Mundo de futebol. Terminou em quarto lugar entre trinta e
duas seleções, mas mesmo assim ainda decepcionou muito sua torcida que mesmo
vendo, de forma gritante, as deficiências técnicas de sua seleção não mediu
forças para dar à ela, o gás extra que poderia leva-los ao Hexacampeonato.
Para o Brasil, o mundial começou muito
antes do previsto. Teve início ainda em dois mil e treze, na Copa das
Confederações contra o Japão, em Brasília. Os espectadores viram uma boa
partida de futebol e nossa seleção não teve tantas dificuldades para derrotar
os japoneses e seguir na competição onde, na qual, sagraram-se campeões. E o
engraçado é que para ela, seleção brasileira, a “Copa das Copas” também teve
seu termino na Capital Federal, com a disputa de terceiro. Em hipótese alguma,
estava nos planos do torcedor candango e brasileiro num modo geral. E nem lá
que tudo começou bem, o final foi feliz.
Entretanto, deve-se ressaltar que
expectativa demais em cima de algo que não se tem plena convicção, em sua
maioria de vezes, faz mal. Acostumado a erguer troféus, o torcedor canarinho
não esperava que seus domínios, no país do futebol, a seleção que mais vezes
foi campeã do mundo - cinco vezes - não obtivesse colocação diferente do que o
primeiro lugar. Bem verdade que para muitas nações, nossa hospitalidade e
capacidade de se reerguer das cinzas, já nos diferem de muitas outras e
colocam-nos em destaque nesse cenário.
A alma futebolística de nosso torcedor
está dilacerada com tantos insucessos, porque, sem sombra de dúvida, qualquer
sonho torna-se mais forte quando está próximo de nós. Mas infelizmente não foi
dessa vez e muitos críticos afirmavam que, realmente, essa geração não iria ser
campeão em dois mil e quatorze, mas sim em dois mil e dezoito, na Rússia. O
jeito é aguardar o desfecho que irá tomar à história dessa geração.
Conclui-se que, apesar de tudo que
aconteceu nesta copa, o torcedor brasileiro fez bonito ao tatuar no peito e
incorporar dentro de si, a alma dessa seleção que mesmo não sendo uma das
melhores, teve o prazer e a honra de carregar às cinco estrelas e o manto
amarelo mais importante do planeta bola. A final de amanhã no belíssimo estádio
do Maracanã, aquele mesmo da fatídica final de cinquenta, não reeditará uma
final sul-americana e talvez o sonho de ser campeão em casa possa não mais
existir. Mas como consta na saudosa letra de nosso Hino Nacional, escrita por:
Joaquim Osório Duque Estrada ‘Brasil, de um sonho eterno seja símbolo, o lábaro
que ostentas estrelado, e diga o verde louro desta flâmula – Paz no futuro e
glória no passado.” Que a glória do passado, nos acompanhe no presente e nos
carregue para um futuro melhor.

