A professora e técnica da equipe, Sthefany
Nascimento Adalto, em entrevista, relata as principais questões envolvendo seus
atletas. De início, foi perguntado qual é a maior dificuldade em ser técnica de
uma equipe paralímpica. Em resposta, confessou que o “maior problema” era a
parte motora. O grau de paralisia de cada um, interfere no desempenho dos
mesmos, mas a entrega compensa e em muitas vezes, o resultado é satisfatório. Em
seguida, quando questionada em relação a troca de informações para uma vida
melhor, ela foi incisiva ao falar que quer passar para eles os maiores e
melhores valores exigidos pela sociedade. Antes de tudo, formá-los grandes
cidadãos.
Outra entrevistada foi a Nataly Ribeiro,
atleta paralímpica de doze anos. Ela nos confessou que uma amiga a levou para
participar e depois disso, nunca mais saiu de lá. Sendo o esporte que ela mais
gosta, o despertar de sentimentos bons, faz com que Nataly não queria praticar
outro, senão a bocha: eu sinto muito orgulho e alegria, completou.
A palavra que resume isso tudo não pode
ser outra senão sensacional! O despertar de sentimentos e conhecimentos não
está primado e ninguém e sim, é possível, basta querer.
Não sabe o que é bocha? A gente explica!
O jogo de bocha é um jogo
competitivo que pode ser jogado individualmente, em duplas ou em equipes e
todos os eventos podem ser mistos – homens e mulheres competem juntos e
igualmente. A sua finalidade principal é a mesma do bocha convencional; ou
seja, encostar o maior número de bolas na bola branca alvo, também denominada Jack.
São utilizadas 13 bolas: 6 azuis, 6 vermelhas
e 1 branca, confeccionadas com fibra sintética expandida e superfície externa
de couro. Seu tamanho é menor que o de bocha convencional e o peso é de,
aproximadamente, 280 gramas. O árbitro utiliza para sinalizar ao jogador, no
início de um lançamento ou jogada, um indicador de cor vermelho/azul, similar a
uma raquete de tênis de mesa. Para medir a distância das bolas coloridas da
bola alvo, é utilizada uma trena ou com compasso.
No Brasil, o
jogo de bocha ficou conhecido a partir de 1995, quando dois atletas
participaram dos Jogos Parapanamericanos de Mar Del Plata, consagrando-se
campeões na modalidade. Em junho de 1996, dando prosseguimento ao Programa de
Fomento Esportivo, a Associação Nacional de Deporto para Deficientes – ANDE,
lançou o Projeto “Boccia Para Portadores de Paralisia Cerebral Severa”, em
Curitiba, onde se fizeram representar cinco estados: Paraná, com duas
entidades; Rio de Janeiro, com cinco entidades e Mato Grosso do Sul, Minas
Gerais e São Paulo com uma entidade cada.
Para os
competidores de elite, que participam de Campeonatos Internacionais, as
competições obedecem a um ciclo de quatro anos. A cada ano é realizado um
grande evento internacional, acontecendo em um ano o Campeonato da Europa e o Parapanamericano,
seguidos do Campeonato Mundial, Campeonato da Copa do Mundo e por último dos
Jogos Paralímpicos. As regras do jogo de bocha são determinadas pela CP-ISRA e
são revisadas a cada quatro anos, normalmente logo após as Paralimpíadas.
Classes:
A competição é dividida em quatro classes de atletas, segundo suas necessidades especiais.
- Classe BC1 ficam os atletas que precisam de auxílio para posicionar suas cadeiras de rodas e também é permitido a função de entregar a bola para o jogador.
- Classe BC2 estão os atletas que podem movimentar suas cadeiras sem auxílio.
- Classe BC3 ficam os atletas com lesões graves, que precisam de equipamentos ou assistentes para se locomoverem.
- Classe BC4 estão atletas com lesões graves, mas que não precisam de assistência.
Categoria:
- Individual BC1.
- Individual BC2.
- Individual BC3.
- Individual BC4.
- Pares BC3 – Somente jogadores pertencentes à classe BC3.
- Pares BC4 – Somente jogadores pertencentes à classe BC4.
- Equipe – Somente jogadores pertencentes às classes BC1 e BC2.

