0

Para o alto e avante!

  Clássico é imprevisível, disso todos sabem, mas a partida desta tarde teve tudo que um jogo desse porte necessita: polêmica, pressão, gol, aflição, redenção, enfim, um jogo cercado de situações onde se viu seus números finais nos pés, ou melhor, nas luvas do goleiro regatiano. Júlio César, brilha mais uma vez e CRB sai vitorioso de Arapiraca.
     Apesar do titulo "clássico" impactar nos atletas situações distintas, os torcedores que se fizeram presentes no estádio Coaracy da Mata Fonseca - vulgo Fumeirão -  presenciaram um jogo aberto e dinâmico, tendo como base as investidas alvinegras e os contra-ataques alvirrubros. Os pouco mais de 8 mil torcedores presenciaram uma boa partida de futebol, mas no fim a minoria - torcedores do CRB - saíram mais satisfeitos, afinal de contas, foi este o vencedor e, consequentemente, o detentor dos três pontos na tabela, tornando-se quarto colocado, no grupo B da terceira divisão do campeonato brasileiro.
    Característica de grandes partidas, o detalhe definiu o jogo que estamos  falando. A aparição de Diego Rosa no momento do gol fez o torcedor lembrar dos momentos de bom aproveitamento tido pelo mesmo, assim que chegou ao clube. Deve-se  ressaltar que ele não foi sacado da equipe de Ademir Fonseca, por pouco. Já que não vinha de boas atuações. Mas o treinador optou por prestigia-lo e o manteve e Diego não decepcionou. Pegou a sobra de Pedro Silva, goleiro do ASA, e empurrou para o fundo das redes. O placar foi aberto e mantido até o final da partida graças a outro atleta praiano, o goleiro Júlio César. A segurança transmitida por ele, fez o torcedor criar uma confiança muito grande em cima do camisa 1 do CRB. Nem mesmo Didira, camisa 10 do alvinegro arapiraquense e ídolo de sua torcida, conseguiu furar a barreira chamada Júlio César que fez uma defesa extraordinária na cobrança de pênalti feita por Didira.
      Desta vez os detalhes conspiraram a favor da equipe da capital alagoana, que na bola empurrada para as redes por Rosa e a defesa sensacional de Júlio César. Corpo e luvas, respectivamente, fizeram a diferença e hoje o clube alagoano figura entre os quatro melhores do torneio.
     Pode-se concluir que a volta de Ademir, somada com o querer, bom desempenho e a tática, fazem do CRB, nesse momento, um candidato a vaga para à próxima fase da terceirona. Se ele será no fim um dos quatro não se sabe ainda, mas aos poucos o corpo que essa equipe está tomando a sujeita a isto. Ainda está cedo para sabermos a resposta desse desfecho. Isso, são cenas para os próximos capítulos.


Deixe seu Comentario