Clássico é imprevisível, disso todos sabem,
mas a partida desta tarde teve tudo que um jogo desse porte necessita:
polêmica, pressão, gol, aflição, redenção, enfim, um jogo cercado de situações
onde se viu seus números finais nos pés, ou melhor, nas luvas do goleiro
regatiano. Júlio César, brilha mais uma vez e CRB sai vitorioso de Arapiraca.
Apesar do titulo "clássico"
impactar nos atletas situações distintas, os torcedores que se fizeram
presentes no estádio Coaracy da Mata Fonseca - vulgo Fumeirão - presenciaram um jogo aberto e dinâmico, tendo
como base as investidas alvinegras e os contra-ataques alvirrubros. Os pouco
mais de 8 mil torcedores presenciaram uma boa partida de futebol, mas no fim a
minoria - torcedores do CRB - saíram mais satisfeitos, afinal de contas, foi
este o vencedor e, consequentemente, o detentor dos três pontos na tabela,
tornando-se quarto colocado, no grupo B da terceira divisão do campeonato
brasileiro.
Característica de grandes partidas, o
detalhe definiu o jogo que estamos
falando. A aparição de Diego Rosa no momento do gol fez o torcedor
lembrar dos momentos de bom aproveitamento tido pelo mesmo, assim que chegou ao
clube. Deve-se ressaltar que ele não foi
sacado da equipe de Ademir Fonseca, por pouco. Já que não vinha de boas
atuações. Mas o treinador optou por prestigia-lo e o manteve e Diego não
decepcionou. Pegou a sobra de Pedro Silva, goleiro do ASA, e empurrou para o
fundo das redes. O placar foi aberto e mantido até o final da partida graças a
outro atleta praiano, o goleiro Júlio César. A segurança transmitida por ele,
fez o torcedor criar uma confiança muito grande em cima do camisa 1 do CRB. Nem
mesmo Didira, camisa 10 do alvinegro arapiraquense e ídolo de sua torcida,
conseguiu furar a barreira chamada Júlio César que fez uma defesa
extraordinária na cobrança de pênalti feita por Didira.
Desta vez os detalhes conspiraram a favor
da equipe da capital alagoana, que na bola empurrada para as redes por Rosa e a
defesa sensacional de Júlio César. Corpo e luvas, respectivamente, fizeram a
diferença e hoje o clube alagoano figura entre os quatro melhores do torneio.
Pode-se concluir que a volta de Ademir,
somada com o querer, bom desempenho e a tática, fazem do CRB, nesse momento, um
candidato a vaga para à próxima fase da terceirona. Se ele será no fim um dos
quatro não se sabe ainda, mas aos poucos o corpo que essa equipe está tomando a
sujeita a isto. Ainda está cedo para sabermos a resposta desse desfecho. Isso,
são cenas para os próximos capítulos.

